Quais são os tipos de embalagem para exportação para o comércio exterior? Descubra agora mesmo!

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Geralmente, as empresas inseridas no comércio exterior se preocupam com as embalagens por último, depois do acordo fechado com o importador. Porém, esse é um recurso que deve ser explorado na negociação para garantir uma boa imagem da empresa no exterior e a legalidade operacional. No entanto, você conhece os tipos de embalagem para exportação?

No post de hoje, vamos explicar por que ela é tão importante no comércio internacional, quais os tipos existentes, quais você deve utilizar e o que a lei diz sobre o assunto. Então, aproveite a leitura!

Qual a importância das embalagens?

Inicialmente, vamos mostrar por que você deve se preocupar com a embalagem dos seus produtos desde o início. Descubra, abaixo, os principais motivos!

Garante a integridade física da mercadoria

Ao utilizar o modelo de embalagem correto, os produtos podem ser acondicionados de uma forma que resistam a períodos de longas viagens, condições climáticas adversas, altas ou baixas temperaturas (chuva, vento e sol fortes) e impactos, chegando ao destino sem nenhuma avaria. Uma escolha equivocada, por outro lado, poderia prejudicar todo o lote enviado.

Obedece às exigências legais

Cada tipo de embalagem apresenta uma exigência legal diferente, além de atender a necessidades específicas de proteção para determinados produtos. A questão é que tais exigências não são aplicadas somente aqui no Brasil, mas também no exterior.

Então, antes, você deve pesquisar o que dizem as normas de embalagens para tal produto, aqui e no país de destino. Assim, o seu negócio facilita o transporte, agrega segurança ao lote e não corre o risco de ter o recebimento e a venda da mercadoria suspensos lá fora.

Conquista mercado

Como a embalagem certa pode contribuir para um processo logístico mais eficiente e reduzir perdas por avarias, os importadores devem ficar mais satisfeitos e, com isso, realizar novas encomendas com a sua empresa. Ou seja, você gera uma boa imagem do negócio e ganha competitividade, aumentando as vendas para o exterior.

Como os produtos devem ser embalados?

O primeiro passo para decidir qual é o melhor tipo de embalagem para exportar o seu produto é pensar em todas as etapas logísticas às quais ele será submetido até o destino final.

Isso inclui a coleta no seu depósito, o armazenamento nos portos, a movimentação, o embarque, o transporte, o desembarque e a estocagem no país de origem até o consumo.

Ou seja, você deve atender às necessidades exatas de proteção da mercadoria contra temperaturas extremas e possíveis quedas sem dificultar a logística. Por isso, pense na resistência e na flexibilidade para adaptações que a embalagem deve oferecer.

O segundo passo é verificar quais certificações você precisa emitir para usar o tipo de embalagem escolhido. Por fim, tente encontrar um modelo que seja compacto e seguro ao mesmo tempo. Dessa forma, conseguirá otimizar espaços e reduzir os custos com transporte.

Quais são os tipos de embalagem para exportação?

Agora que você já sabe a importância que as embalagens têm para o comércio exterior, conheça os tipos mais utilizados nas negociações internacionais!

Embalagem de transporte

Esse tipo de embalagem é mais bruto e resistente para suportar impactos e condições adversas. É utilizado no processo de deslocamento das mercadorias e deve conter alguns elementos de registro e identificação obrigatórios, como códigos de barra e país de origem. Isso é o que permitirá que os fiscais confiram o conteúdo com os documentos.

O “big bag”, por exemplo, é uma das embalagens de transporte mais utilizadas na exportação de grãos, como soja, milho, café e amendoim, pois é fabricado com material plástico reciclável, ganhando resistência, flexibilidade e impermeabilidade.

Embalagem de prateleira

Diferentemente da anterior, a embalagem de prateleira é aquela em que o seu produto fica exposto no ponto de venda. Ou seja, tem como foco principal o consumidor final. Nesse tipo de embalagem, ficam impressos a marca, o modelo, a data de validade, os ingredientes (se for um produto alimentício), o código de barras, os cuidados na manipulação e os apelos de marketing.

O objetivo dela é, além de obedecer às exigências legais estabelecidas para o comércio no país, atrair a atenção do público para gerar vendas. Então, podemos dizer que há um foco muito maior na estética do que na segurança logística.

Unitização

A unitização representa um modelo de embalagem criado para viabilizar um sistema logístico mais eficiente. Ela tem dimensões padronizadas, o que contribui para uma movimentação, uma armazenagem, um embarque e um desembarque mecanizados com mais facilidade. Por isso, é considerada mais um suporte logístico do que uma embalagem em si.

Os modelos de unitização mais aplicados no comércio exterior são:

  • conteinerização: esse é um dos modelos mais conhecidos. Os contêineres marítimos são caixas de ferro com tamanho padrão e representam uma excelente alternativa para o transporte de mercadorias frágeis;
  • pré-linhagem: nesse modelo, toda a carga é reunida e envolvida por uma camada de plástico (transparente ou não) protetora. Alças e cintas garantem amarrações para que fiquem bem presas;
  • paletização: aqui, usa-se uma base de madeira estriada, servindo como um suporte para acomodar toda a mercadoria. Suas estrias facilitam a amarração com alças e cintas.

O que diz a legislação sobre isso?

Independentemente do tipo de embalagem que escolher para exportar suas mercadorias, ela deve obedecer às regras estabelecidas por órgãos reguladores. Com base nisso, listamos, abaixo, as principais leis e resoluções que regulamentam o uso de embalagens pelos exportadores brasileiros. São elas:

  • a rotulagem dos lotes para exportação precisa conter dados da Declaração de Origem Brasileira (Certificado de Origem), o nome da empresa fabricante e da empresa exportadora. As bebidas são uma exceção a essa regra, exigindo apenas um rótulo com a expressão “For Export Only” impressa na embalagem quando o transporte não for aéreo;
  • de acordo com o INMETRO (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia), qualquer embalagem que use matéria-prima à base de recursos florestais em sua fabricação deve conter uma certificação do FSC (Forest Stewardship Council) ou do PEFC (Programme for the Endorsement of Forest Certification);
  • a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), na RDC (Resolução da Diretoria Colegiada), número 20 de 2008, determina as normas técnicas obrigatórias para as embalagens fabricadas à base de PET (polietileno tereftalato) que fazem contato direto com produtos alimentícios;
  • a Lei nº 9.974 de 2000 estabelece regras de fabricação, pesquisas, registros, embalagens, rotulagens, classificações, armazenagens, controle, transporte, inspeção, fiscalização e destino final dos resíduos;
  • o CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente), na Resolução nº 275 de 2001, estabelece um código de cores específico para as embalagens, de acordo com o tipo de mercadoria transportada;
  • o documento CB23 da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) orienta os exportadores quanto aos formatos e padrões de qualidade exigidos nas embalagens.

Como você pôde perceber, a embalagem representa um dos fatores mais importantes do comércio exterior, e a escolha do modelo não pode ser feita de forma aleatória. Então, considere as informações deste post para usar os tipos de embalagem para exportação corretos.

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