Processo de importação: 6 erros que você não pode cometer

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Uma empresa que opta por ter fornecedores de produtos importados precisa ter consciência de todos os detalhes que um processo de importação exige. Afinal, esse tipo de operação tende a ser complexo, e qualquer erro — de planejamento, operacional, relacionado à documentação ou com os detalhes da negociação — pode trazer grandes prejuízos.

Toda a parte de documentação de importações é regida pela Receita Federal, e qualquer mercadoria recebida do mercado internacional deve obedecer à legislação. Caso contrário, você vai enfrentar problemas legais relacionados com a carga.

Sejam consequências associadas à legislação ou aos aspectos financeiros, referentes a erros de planejamento e negociação, todas as vantagens que uma importação pode trazer podem se transformar em perdas, o que inviabilizará o negócio.

Quer descobrir quais são os principais erros que não devem ser cometidos durante um processo de importação? Continue lendo e saiba mais!

Conheça os 6 erros que você não pode cometer

1. Não fazer o planejamento

O planejamento deve estar presente em todas as decisões dentro de sua empresa. Quando o assunto é importação, os responsáveis devem estar atentos em planejar cada passo do processo, levando em consideração todos os detalhes da carga.

São informações importantes a serem consideradas no planejamento:

  • local de origem da mercadoria;
  • local de desembarque da mercadoria;
  • modalidade de frete;
  • Incoterms;
  • classificação fiscal;
  • documentação exigida em relação ao tipo de mercadoria.

Se essas informações não fizerem parte do planejamento, pode ser que o processo de importação apresente custos de ineficiência ou não contemple a documentação necessária para atender os aspectos legais, trazendo problemas para a empresa.

2. Realizar o embarque da mercadoria importada sem a licença de importação

A licença de importação (LI) é uma documentação aplicada a determinadas mercadorias que precisam de uma autorização especial para que possam ser importadas. Existem três tipos de LI que podem ser aplicadas:

  • licença dispensada: quando não há necessidade de uma autorização especial para importar a mercadoria;
  • licença automática: quando a LI é necessária, porém, não é preciso que o produto entre em processo de análise;
  • licença não automática: a mercadoria precisa passar por uma vistoria antes de ser liberada.

O que vai determinar de qual tipo de licença a carga precisa é a classificação fiscal dela. Caso o embarque seja feito sem prévia liberação, sua empresa correrá risco de multa e o produto poderá passar por uma vistoria mais rigorosa, atrasando o processo.

3. Não ter conhecimento prévio da NCM do produto importado

O NCM é a Nomenclatura Comum do Mercosul, código que tem como objetivo classificar um produto. Essa classificação é feita de acordo com a natureza e as características da mercadoria.

É a partir dessas informações que o importador saberá qual a alíquota de imposto da carga e se são aplicados contingenciamentos ou outros acordos internacionais que podem influenciar na necessidade de documentação extra.

Alguns produtos exigem certificados e/ou o licenciamento — LI — para o embarque, como falamos no tópico anterior. Sem essa documentação, a empresa corre o risco de ter de pagar multas por erro de classificação e pela própria falta do documento.

Para determinar a NCM de um material é preciso saber o que é o produto, qual sua matéria-prima e para que ele serve. Classificá-lo de acordo com a menor alíquota fará com que a empresa sofra risco de multa por erro de classificação fiscal.

4. Não incluir a assinatura do exportador na fatura comercial

Dentro das exigências da Receita Federal em relação à documentação de importação está a assinatura do exportador na fatura comercial. O ideal é que a assinatura seja em caneta azul e feita de próprio punho pelo exportador, não sendo aceitos somente carimbos ou algo semelhante.

5. Não seguir as regras determinadas pela Receita Federal para a fatura comercial

Para que a mercadoria importada entre no país, a Receita Federal apresenta algumas exigências de informação que devem ser inclusas nas faturas comerciais de cada processo.

O atendimento dessa regra é obrigatório e deve ocorrer a cada vez que a mercadoria é movimentada. Caso os fiscais encontrem algum erro ou falta de informação, a empresa poderá ser multada, e a mercadoria será liberada apenas após o recebimento da documentação correta.

Dentre as informações necessárias, podemos citar:

  • nome e endereço completo do importador do exportador e do fabricante;
  • denominação das mercadorias, assim como suas características de NCM e peso bruto e líquido;
  • país de origem, de procedência e de aquisição;
  • informações relacionadas a preço unitário e total, assim como a moeda e as condições de pagamento;
  • termo de condição de venda (Incoterms).

É importante consultar o site da Receita Federal em caso de dúvidas em relação às obrigatoriedades, para que a empresa não corra risco de multas por informações erradas ou pela falta delas.

6. Não se atentar para o Incoterm mais adequado

A definição do Incoterms é o aspecto mais importante a ser observado por qualquer pessoa que vá fazer compras ou vendas no exterior. A sigla significa “Internacional Commercial Terms”, ou seja, os termos comerciais de qualquer compra ou venda feita fora do país.

O Incoterms definirá três aspectos importantes sobre a transação: quem é o responsável pelo frete, qual é o ponto de coleta da mercadoria e quem será o responsável pelo seguro. Essa determinação deve ser estudada com cautela para que se verifique qual modo de entrega seria o mais adequado, levando em consideração todos os riscos envolvidos durante o transporte.

Entenda como reduzir a incidência de erros no processo de importação

Se a estratégia da sua empresa é atingir o mercado internacional, o conhecimento dos detalhes relacionados à documentação e aos aspectos legais que um processo de importação e exportação requerem é primordial.

Ter uma equipe altamente capacitada e que se dedique em período integral a essas atividades pode ser muito custoso para um negócio que não tenha como foco principal os serviços de comércio exterior. Sendo assim, a melhor opção é buscar uma empresa que possa auxiliar nas suas operações.

É de grande importância ter uma empresa parceira que possa oferecer expertise em comércio internacional e que entenda todos os detalhes necessários para o processo de importação e exportação. Assim, você vai evitar que os erros citados acima aconteçam, expandindo as possibilidades de mercado para o seu negócio.

Quer transformar sua empresa e potencializar seus resultados, alcançando o âmbito internacional? Então entre em contato conosco e veja como podemos ajudar!

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